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Susana Feitor

Começo no atletismo porque me inscrevi numa actividade física que a Câmara Municipal de Rio Maior levou às escolas. A actividade era coordenada por um treinador de atletismo e todos os miúdos que demonstravam apetência para a prática eram cativados para a modalidade. As minhas primeiras provas foram no desporto popular, em provas abertas nas festas populares, e só dois anos depois, em pista, como atleta federada.

O desporto popular é uma manifestação espontânea e liberta de preconceitos da vontade de praticar actividade física, muitas vezes livre de espírito competitivo e enquadrando todo o tipo de participantes. Permite a competição de alto nível e o desporto como prática salutar. Desde que por trás de cada praticante existam câmaras municipais, clubes, escolas, etc., que possam apoiar quem queira continuar a prática desportiva. É mais fácil dar continuidade a um talento desportivo que se possa revelar de alto nível, detectado numa prova de âmbito popular.

No desporto popular, a finalidade é acima de tudo social, sendo mais fácil a interacção entre as pessoas, o convívio e a ligação sociocultural transversal entre etnias, classes, géneros, religiões, etc. O mesmo se passa numa aldeia olímpica, onde se juntam praticantes de várias nacionalidades e múltiplos desportos. O desporto, seja ele em que vertente, popular ou de rendimento, permite que todas as pessoas tenham o seu espaço de actividade, pois as modalidades são tão diversas que dão a cada um o seu conforto desejado, pode ir desde o xadrez ao halterofilismo, por exemplo.

Já na década de 2000, participei no Grande Prémio de Marcha Atlética de Corroios e na abertura da Seixalíada com a Selecção Nacional de Marcha Atlética. Recordo o convívio entre atletas, acompanhantes e organizadores.

No âmbito da 25.ª edição da Seixalíada participei no Fórum Desportivo. Julgo importante poder passar aos outros, em especial aos jovens, mas também a todos aqueles que os envolvem e encaminham, a experiência de uma atleta com cinco participações olímpicas, não só reafirmando a longevidade do meu percurso na alta competição, mas também outros aspectos necessários para estar tanto tempo envolvida na alta competição, como é a resistência, motivação, espírito de sacrifício, vontade de melhorar dia-a-dia, etc. Uma carreira marcada pelo título de Campeã do Mundo, com apenas 15 anos, e pela medalha de bronze no Campeonato do Mundo em Helsínquia, em 2005, um título sénior após momentos muito difíceis, em que cheguei a questionar a continuação da minha carreira como atleta. Chegar a uma medalha deste nível demonstra que nunca devemos desistir dos nossos sonhos.

Susana Feitor
Atleta olímpica de marcha atlética

Susana Feitor
CM Seixal
JF Paio Pires
JF Fernao Ferro
JF Corroios
JF Arrentela
JF Amora
JF Seixal
Morgado & Amado
Pingo Doce
Associação de Colectividades do Concelho do Seixal

 

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